Planejamento estratégico para pequena e média empresa
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| Imagem: Freepik |
Só podemos gerenciar aquilo que estamos vendo
Vamos em frente, que atrás vem muita gente.
Nos primórdios dos tempos, as empresas eram administradas empiricamente, pois não havia a concorrência que existe atualmente.
Agora, a concorrência está acirrada — cobra engolindo cobra. As empresas sentiram a necessidade de se modernizar e se adequar aos novos tempos, passando a administrá-las cientificamente.
Os “donos de firmas”, como eram chamados, utilizavam, para gerenciar, a técnica da moto de esteira: o que dava, empurrava para frente; o que não dava, jogava de lado. Essa era a chamada administração empírica.
Hoje, usamos os métodos da Administração por Objetivos (APO) na gestão das empresas, dentro de uma abordagem de administração científica.
Para uma gestão acertada, deve haver um Planejamento Estratégico bem elaborado e consistente, capaz de servir como instrumento para avaliar os resultados obtidos por meio das ações aplicadas ao objetivo principal: o lucro.
Esse planejamento pode ser dividido em seis etapas:
Análise e diagnóstico do negócio atual
Base conceitual da empresa
Estratégia geral
Objetivos e metas
Projetos estratégicos
Execução
1. Análise e diagnóstico do negócio atual
1.1 Mapa de valor
O que pretendemos entregar aos nossos clientes? Qual é o valor dessa entrega? Qual “dor” do cliente o nosso produto irá resolver e qual será a relação entre custo e benefício?
Essas perguntas são fundamentais para compreender o verdadeiro valor oferecido pelo negócio.
1.2 Indicadores
Devemos utilizar os indicadores definidos no planejamento como métricas para avaliar os resultados obtidos por meio das ações aplicadas ao nosso objetivo, que é o lucro.
1.3 Análise de retorno
Por meio dos indicadores, podemos verificar se estamos no caminho certo em busca do objetivo da empresa.
O acompanhamento do retorno permite identificar se as estratégias adotadas estão produzindo os resultados esperados.
1.4 Análise SWOT ou FOFA
A análise SWOT, também conhecida como FOFA, permite identificar os principais fatores que influenciam o desempenho da empresa:
F — Forças: pontos fortes da empresa.
O — Oportunidades: oportunidades existentes no mercado.
F — Fraquezas: pontos fracos da empresa.
A — Ameaças: ameaças existentes no mercado.
Essa análise ajuda a compreender a posição atual da organização e a tomar decisões mais conscientes.
1.5 Custos do produto
O custo do produto corresponde ao valor necessário para produzi-lo ou adquiri-lo.
Conhecer corretamente os custos é fundamental para estabelecer preços, calcular margens e avaliar a rentabilidade do negócio.
1.6 O valor do produto
O valor do produto está relacionado à satisfação do cliente quando percebe que aquilo que comprou resolveu a sua “dor” e lhe trouxe satisfação e prazer.
É importante compreender que custo e valor não são a mesma coisa. O custo representa aquilo que a empresa precisa desembolsar para disponibilizar o produto. O valor está relacionado à percepção do cliente sobre o benefício recebido.
A importância do diagnóstico
A etapa mais importante do planejamento estratégico é a análise do negócio.
É nessa etapa que conseguimos identificar, por meio do sistema FOFA, os pontos fortes, as oportunidades de mercado, as fraquezas e as ameaças.
Precisamos identificar:
Onde estamos perdendo dinheiro.
O que estamos fazendo e não deveria ser feito.
O que deveríamos fazer, mas não estamos fazendo.
Um diagnóstico bem realizado permite enxergar a realidade da empresa antes de definir os próximos passos.
2. Base conceitual da empresa
2.1 Missão
Missão não é apenas uma bela palavra. É aquilo que pretendemos fazer para resolver as “dores” dos nossos clientes.
Por exemplo, a missão da Garcia-Consultores Associados:
“Não podemos aumentar as horas dos dias, porém podemos torná-las mais suaves, produtivas e eficazes.”
A missão deve traduzir a razão de existir da empresa e o problema que ela se propõe a solucionar.
2.2 Visão
Visão é o nosso objetivo: ver além do tempo.
Por exemplo, a visão da Garcia-Consultores Associados:
Tornar os sócios, empreendedores.
Tornar a sua firma, empresa.
Tornar os funcionários, colaboradores.
Tornar os bancos, sócios investidores na empresa.
A visão estabelece onde a organização pretende chegar e como deseja estar posicionada no futuro.
2.3 Foco
Foco é a nossa especialidade: mirar no alvo.
Por exemplo, o foco da Garcia-Consultores Associados:
Reestruturação de empresas: diagnosticar e sanear as áreas de finanças, marketing, gestão de pessoas, contábil e gestão tributária, preparando também a empresa para sua expansão.
Ter foco significa concentrar esforços naquilo que a empresa realmente sabe fazer e naquilo que pretende entregar ao mercado.
2.4 Valores
Os valores representam os princípios que orientam a atuação da empresa.
Transformamos as “dores” em alívio e satisfação plena.
Por exemplo, um dos valores da Garcia-Consultores Associados:
“Toda missão dada é missão cumprida.”
Os valores devem orientar comportamentos, decisões e relacionamentos dentro e fora da organização.
3. Estratégia geral
A estratégia geral responde a uma pergunta fundamental:
Qual é o caminho a seguir?
3.1 Estruturação interna
Estruturar a empresa internamente para crescer com segurança, buscando o lucro e a sustentabilidade do negócio.
3.2 Objetivos
Fixar objetivos com clareza e que sejam possíveis de alcançar.
Um objetivo bem definido proporciona direção e permite que a empresa concentre seus recursos nas prioridades estratégicas.
3.3 Metas
Estabelecer metas mensais, trimestrais, semestrais e anuais, com valores alcançáveis, datas de início e término e definição clara do responsável pelo cumprimento.
3.4 Acompanhamento
Utilizar planilhas ou outras ferramentas de gestão para acompanhar e mensurar as metas.
Aquilo que não é acompanhado dificilmente pode ser corrigido em tempo hábil.
3.5 Plano de expansão
Definir um plano de expansão que responda a duas perguntas fundamentais:
Onde estamos?
Onde queremos chegar daqui a cinco anos?
A resposta a essas perguntas ajuda a transformar uma intenção de crescimento em uma direção estratégica.
4. Objetivos e metas
O nosso objetivo deve ser o maior possível.
Se não o alcançarmos em sua plenitude, ainda assim poderemos estar à frente daqueles que pensaram pequeno.
As metas, por sua vez, devem ser pequenas, bem definidas, claras, alcançáveis e mensuráveis.
Um grande objetivo precisa ser transformado em etapas menores. Dessa forma, a empresa consegue acompanhar sua evolução e corrigir a rota sempre que necessário.
5. Projetos estratégicos
O Planejamento Estratégico servirá como ferramenta para ser utilizada pela empresa na previsão de seu futuro durante determinado espaço de tempo — neste caso, cinco anos, conforme previsto.
Também podemos antecipar possíveis modificações em nosso nicho de mercado, estabelecendo diretrizes a serem seguidas.
O Planejamento Estratégico é fundamental para que a empresa saiba o que precisa fazer para alcançar os resultados pretendidos:
o lucro.
É muito importante que toda empresa tenha um planejamento estratégico para servir como uma rota a ser seguida durante determinado período, permitindo alcançar seus objetivos e consolidar sua posição no mercado.
Planejar não significa prever exatamente o futuro. Significa preparar a empresa para tomar decisões melhores diante das mudanças que poderão surgir.
6. Execução
Agora é partir para a ação.
Todo planejamento é apenas um planejamento. Quando colocamos ação nele, ele se transforma em resultado.
Esse resultado pode ser:
Positivo;
Nulo;
Negativo.
Tudo dependerá da força colocada na execução, da estratégia adotada e da qualidade das ações realizadas.
Um planejamento estratégico somente produz valor quando deixa o papel e passa a orientar decisões, pessoas, recursos e ações concretas.
Planejar é definir o caminho. Executar é percorrê-lo. Medir é saber se estamos chegando ao destino.
Próxima etapa
Aguardem a próxima etapa:
“Como separar a pessoa física da jurídica.”




