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Os mecanismos do livre mercado


Ilustração representando os mecanismos do livre mercado, oferta e demanda, equilíbrio econômico, concorrência, preços e desenvolvimento da economia.
Desenvolvido por A.I


O equilíbrio entre oferta e demanda é um dos pilares do livre mercado, influenciando preços, produção e decisões de consumidores e empresas.


Como preços, oferta e demanda moldam a economia e influenciam as decisões de consumidores, empresas e governos.



Em uma sociedade onde o conhecimento de quem é o destinatário final do dinheiro é escasso, se situar e saber de início sobre tal sistema é imprescindível.


Tanto as economias de mercado quanto economias dirigidas têm suas raízes em épocas passadas. Centenas de conselhos de reis ou suas corporações dirigiam boa parte das decisões econômicas em regiões da Europa e Ásia. Porém, desde a Revolução Americana, governos vêm se afastando cada vez mais do controle e das decisões econômicas.


Reações econômicas denominadas feudais foram se diluindo e cedendo lugar para os mercados ou ao que por vezes se designa de "livre empresa" ou capitalismo concorrencial.


No século XIX dominava no cenário econômico a época do laissez-faire ou em português "não interfira". Essa doutrina sustenta que o Estado deve intervir o menos possível nos assuntos econômicos e deixar decisões econômicas para o mercado, algo que foi seguido à risca por muitos governos, até que antes do domínio completo dessa vertente, se deu a inversão da tendência. Ali, em países da América do Norte e Europa, funções econômicas de governos começaram a ampliar-se constantemente, vindo à tona o crescimento de governos socialistas no lugar do mercado em muitos países da Europa e da Ásia.


Seguindo a linha do tempo, nos anos 80 deu-se uma nova inversão, governos que até então se propuseram num viés socialista, se dispersaram ideologicamente e adotaram uma orientação voltada ao "mercado".


O que isso significa na economia?


Num sistema de mercado, tudo tem seu preço, que é o valor do bem em termos monetários. Os preços representam as condições sob as quais indivíduos e empresas trocam diferentes classes de mercadorias. Um exemplo: Quero comprar uma casa de 100.000 reais, isso significa que a casa vale mais do que 100.000 reais para mim e menos do que 100.000 para o vendedor.


Além disso, os preços servem como sinalização para os consumidores e produtores. Se consumidores querem mais do que um bem, por exemplo, gasolina para abastecerem seus veículos, a procura por gasolina irá aumentar; o mesmo ocorre no sentido inverso. O que é verdade para os mercados de bens de consumo também é verdade para os mercados de fatores de produção, tais como trabalho.


Os preços coordenam as decisões dos produtores e dos consumidores num mercado. Os preços mais elevados tendem a reduzir as compras dos consumidores e a estimular a produção. Os preços mais baixos estimulam o consumo e retraem a produção. Os preços são o pêndulo do mecanismo de mercado. Por fim, chegamos à conclusão que o mercado tem seus entes e atores, mas o que e como se comporta o mercado estabilizado?


Na economia, um mercado estabilizado se encontra num ponto chamado equilíbrio de mercado, que se traduz como:


Em cada momento, diversos fatores afetam a atividade econômica. Muitas pessoas compram enquanto outras vendem; as empresas estão a inovar com novos produtos enquanto os governantes legislam sobre a poluição; ao balancear todas essas forças, alcança-se o equilíbrio da oferta e demanda.


Este ponto representa uma equalização entre compradores e vendedores. O mercado estabelece o preço de equilíbrio que estabiliza os desejos dos vendedores e dos compradores assim gerando um equilíbrio entre oferta e demanda no cenário econômico. E como o famigerado Mercado resolve os três problemas econômicos, que são eles:


O quê, como e para quem?


O que será produzido é decidido por votos monetários dos consumidores, não, não é uma urna de eleição. Votos de consumidores são o dinheiro em caixa de empresas, toda vez que você deixa um valor num caixa de supermercado ou loja é redesignado como salário que empregados recebem como remuneração.


A concorrência entre diferentes produtores determina como as coisas são produzidas. Não há melhor forma de maximizar lucro do que manter os custos em níveis baixos. Assim adotando métodos de produção mais eficientes.


O para quem são as coisas produzidas é chancelado pela oferta e pela procura nos mercados. Os mercados determinam, os salários, as taxas de juros e os lucros. Tais preços são designados como preços dos fatores de produção, que compõem a soma de todos os rendimentos dos fatores.


Por fim, diria que economias fundidas em mercado podem ser um tanto egocêntricas, pois empresas visam à lucratividade independentemente do cenário econômico.


E a grana pelo lucro acima de tudo pode até impulsionar a nação um pouco mais para a prosperidade, mas a que custo?




Eduardo Olimpio

Eduardo Olimpio

Bacharelando em Ciências Econômicas | Analista de Crédito | Colunista sobre Economia, Mercado Financeiro e Desenvolvimento Econômico



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